sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Amor é…

 

Amor dos avós pelos  netos é, quando os netos vêm cá a casa e estão todo o tempo a ver televisão e a jogar com a Play Station, mesmo assim os Avós ficam cheios de saudades quando eles vão embora e com imensa pena de não estarem mais tempo com eles.

 

Amor dos netos  pela Avó é:

     Ler para a avó, mesmo  com  tom castiço, quando a Avó está em baixo…

 
    Quando a Avó está doente,passar noites ao pé da Avó
sem dormir, para lhe dar apoio…

   Emprestar a Avó o seu tesouro de ouvir música, e ficar sem ele
        muito tempo só para a Avó se deliciar…

   Ensinar a Avó a usar o computador…

   Estar muito quietinho ao pé da Avó e dar-lhe um abraço…

   Escrever coisas no e-mail que envaidecem a Avó…

   Escrever que a avó é muito melhor que o computador…

  Dizer adeus e Tchau quando não sabe ainda falar…

       Etc. …, etc. …

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A Lagarta e o João Gaspar

A LAGARTA E O JOÃO GASPAR


Era uma vez uma lagarta,
Uma lagarta esforçada.
Andava e lagartava…
Lagartava e andava…
Mas nunca chegava,
Só se cansava…

A lagarta andava…
A seguir parava…
Agora descansava,
Logo recomeçava…

E o João Gaspar,
De rabito no ar,
Espiava a lagarta
Sem desanimar!...

Chamava, a Mãe,
Para almoçar,
Nem respondia
O Joáo Gaspar!

Tão concentrado,
Sem pestanejar,
Encantado
Com o lagartar!...

Tanto espiou
Que se cansou,
De mansinho
Adormeceu… e sonhou:

Estava à mesa,
A almoçar…
E a seu lado
A lagarta… a conversar!

De garfo e faca,
Com correcção,
Comia e bebia
E cortava o pão!

E sorria…
Toda contente,
Limpava a boca
E dava ao dente…

E o João Gaspar
Comia também,
E entusiasmado,
Chamava a Mãe:

Vem ver
A lagarta a comer!
…Bateu as palmas,
E acordou sem querer.

Os olhos abriu,
Que desilusão!
A lagarta fugiu…
E ele… no chão!

OMeu Cavalo Bolacha Maria

O MEU CAVALO “BOLACHA MARIA”

Eu gosto tanto do meu cavalo...
Do meu cavalo “Bolacha Maria”.

Corro com ele noite e dia,
Sem descanso e sem parar,
Sempre a andar... e a sonhar...

Corremos nas pradarias,
Mas também no meu quintal,
Basta-me fechar os olhos, e ver
O meu cavalo a correr...

Corre tanto como o vento,
O vento da imaginação,
Leva-o longe o pensamento,
Voa com o meu coração!

O cavalo é o meu segredo,
Ninguém mo pode tirar
Já não sei o que é ter medo:
Nem de monstros ao luar,
Nem foguetes a estoirar!

Meu querido“Bolacha Maria”
Queria nunca te perder,
És a minha companhia
Aconteça o que acontecer...

sábado, 10 de março de 2012

Mães da Natureza

I
Mãe vaca dá bezerrinho
E mãe égua cavalinho,
Mãe cabra dá cabritinho…
Qual delas melhor mãe,
Para o mal e para o bem?
Que meninos tão ladinos,
Começam logo a andar,
Vão às mães se aconchegar
P´ra lhes darem de mamar,
E assim os poderem criar.


II
A gata com os seus gatinhos,
A cadela com os cãezinhos,
Como elas são carinhosas!
Às vezes tão amorosas,
Que a gata cria o cãozinho
E a cadela o gatinho.


III
Aos passarinhos no ninho
Dão carinhos pai e mãe.
Mas, quando o perigo vem,
Fogem rolas, fogem melros,
E fogem pombas também.
Só as aves de rapina
Não fogem, não, de ninguem,
Correm com os predadores,
Ciosas dos seus amores!
Pelicanos rasgam o peito
Para os alimentar...
Pica-paus e papagaios
Mais tempo os vão cuidar







IV
Mãe coruja tem corujinhos
Que lindos os os meus filhinhos,
Tão espertos e perfeitinhos,
Diz à águia bem contente,
Se os vires, toma cuidado,
E não lhe metas o dente...
Viu a águia uns coitados,
Bem feios e depenados,
De olhos esbugalhados,
Sem graça, mal amanhados!
Não são da coruja, pensou,
E num instante os papou...
A coruja, triste ficou,
Nunca mais se consolou.
E, chorosa, assim pensou:
Meus corujos, uma beleza,
Águia feia, águia malvada,
Coisa má da natureza...
Amor de Mãe e mais nada!


V
Tartarugas e lagartos,
Rãs e sapos e serpentes,
Põem mil ovos sem fim...
São tantos os descendentes,
Nem os conhecem assim!
Mãe jacaré é excepção:
Trata  o ninho com cuidado,
Ajuda os filhos a nascer,
Depois, adeus... lá se vão...
Lá se vão... até morrer!








VI

Mães humanas!?... Que  falar?...
Tanto havia p´ra dizer...
Gerar.. cuidar…
Nutrir… Educar…
Tanto partilhar e sofrer…,
Desde o nascimento até morrer
Elas nos amam…
Sem esmorecer!




VII

Para toda a criação:
Grandes, velhos, pequeninos,
Bichos mansos e felinos
Dia da Mãe! Que beleza!
São elas que, de certeza,
Os guardam no coração!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Menino, a Nuvem, a Andorinha ea Amiga


O Menino, a Nuvem, a Andorinha e a Amiga

Era uma vez um Menino que vivia numa nuvem…
Não me perguntem como lá foi parar. Não sei...
Nasceu lá?... Foi em pequenino?...
Não sei… nem interessa para a nossa história.
Só sei que vivia lá e parecia feliz.

Andava sempre descalço, a nuvem era macia, fazia-lhe cócegas nos pés e isso era agradável.
Também não precisava de se vestir, quando tinha frio enrolava-se nos flocos de algodão da nuvem e ficava quentinho.
Para comer, era só chupar o ar da nuvem e ficava alimentado.
Para dormir, aquele colchão de nuvens era o melhor do mundo.

Mas, passado algum tempo, o Menino começou a andar triste, não sabia o que tinha…
Resolveu chamar a Mãe Natureza para lhe pedir ajuda. Disse-lhe: “Não sei o que tenho. Nada me falta nesta nuvem tão bonita, mas, sinto-me triste”.
A Mãe Natureza percebeu logo o que se passava: “Estás triste porque precisas de um ser vivo ao pé de ti, na nuvem é tudo bom, mas não há vida e por isso te sentes só. Vou-te ajudar.”

Saiu dali e deu logo ordem a uma andorinha que andava na Terra para que voasse para a nuvem e fosse fazer companhia ao Menino.
Ela voou, voou, durante dias e chegou muito cansada. O Menino preparou-lhe logo uma covinha, entre os flocos da nuvem, para poder descansar.
Lá se instalou e começaram a conversar. Ela falava e ele ouvia. Ela tinha muito que contar: Falou-lhe dos beirados dos telhados onde ela e as amigas faziam os ninhos para os seus filhos, disse-lhe que a Mãe Natureza na Terra era muito bonita, falou-lhe dos mares, dos rios, dos lagos, das fontes, das florestas, dos montes, dos vales, dos campos e das flores.
E o Menino ouvia e fazia perguntas e já se ria e estava mais contente.
E ela não o quis desgostar, e por isso não teve coragem para lhe dizer que na Terra também havia homens maus que estragavam a Natureza.

O Menino gostava de poder ter algumas daquelas coisas de que a andorinha falava. Então lembraram-se que ela podia ir à Terra buscar algumas sementes para semear na nuvem.
Voltou a fazer a grande viagem e regressou passado dias, carregada de sementes e muito, muito cansada. Aninhou-se no ninho fofinho e lá ficou enquanto o Menino foi semear todas aquelas sementes. Ao voltar encontrou-a feliz, no seu ninho, a chocar 5 ovinhos.

Entretanto aquela nuvem foi-se transformando. As sementes germinaram, já havia erva, flores, arbustos e árvores grandes a crescer. As crias da andorinha já tinham nascido e esvoaçavam por todo o lado, felizes. O Menino e a andorinha estavam contentes. A Mãe Natureza apareceu para lhes fazer uma visita. Ficou encantada com o trabalho que tinham feito e resolveu colaborar também. Com a sua varinha mágica aumentou a nuvem, deu um aspecto diferente às plantas e povoou tudo com animais.
Apareceu um lago com peixinhos. À volta do lago relva, depois um jardim com canteiros de flores de todas as cores, sebes, um olival, uma seara, até um pequeno laranjal e lá muito ao longe uma floresta. E por todo o lado animais. No jardim havia borboletas e um gato esticado ao Sol, atrás das sebes cavalos e vacas a pastar e um rebanho de ovelhas acompanhadas por um cão pastor. No olival havia coelhos que corriam para um e outro lado e lá longe na floresta, com certeza, muitos animais selvagens.

A Mãe Natureza também vestiu o Menino, deu-lhe umas botas, ensinou-o a fazer uma choupana e a colher os frutos para se alimentar. Depois foi-se embora e deixou o Menino e a andorinha felizes.

Só passado algum tempo é que a andorinha, que andava radiante com as suas crias, reparou que o Menino, embora não dissesse nada, às vezes, sentava-se no chão, cruzava os braços punha-se a pensar, chorava e as lágrimas caíam e desfaziam-se na relva. Ficou apreensiva. O que havia de fazer? Ele não queria falar…

Aquela tristeza durou muito tempo e a andorinha um dia resolveu ter uma conversa séria com o Menino.
“O que é que tens? Não estás contente? A Mãe Natureza ajudou-nos a fazer um mundo tão bonito, só para nós, nada nos falta e tu estás triste?”
“É verdade,” respondeu o Menino, “temos tudo o que impressiona os nossos sentidos: Vemos as lindas cores, as paisagens, os animais nossos amigos e eu vejo-te a ti e tu vês-me a mim. Ouvimos mil sons maravilhosos, o rio a correr, o vento a assobiar nas árvores, os pássaros a cantar. Sentimos o aroma das flores e o cheiro da relva acabada de cortar. Apreciamos o mel das nossas abelhas e o gosto das nossas frutas maduras. Acariciamos os nossos animais: a garupa do cavalo, a lã das ovelhas, e brincamos com os seixos redondos dos nossos rios. Pois é temos tudo isto, mas…”
“Mas quê?” insistia a andorinha admirada, “tens tudo… que mais precisas?”
“Tu não podes compreender, tens os teus filhos, a mim o que me falta…”, dizia o Menino “é alguém em quem eu possa confiar, que me possa entender e eu entendê-lo, que me possa ajudar e eu ajudá-lo, que possa rir e chorar comigo… Tu és minha amiga mas és diferente… não, não podes perceber…”
“Lá isso é verdade, não percebo nada” e a andorinha já meio arreliada, encolhia os ombros: “vocês, os Meninos são tão complicados!”
Desta vez, foi o Menino que se zangou: “Insuportável andorinha, não percebes mesmo nada. Aquilo que me faz falta, mesmo muito falta, até neste preciso momento, é um AMIGO.”
E o Menino desatou a chorar e a andorinha desgostosa não o soube consolar.

Felizmente andava por perto a Mãe Natureza e ouviu aquela conversa. Ela compreendia o Menino e para dizer a verdade até estava à espera daquela reacção.
Então disse-lhe: “Eu posso resolver o teu problema, posso dar-te uma AMIGA com quem te entendas muito bem e com quem poderás até povoar o teu pequeno planeta. Sim, tu agora já não vives numa nuvem fofinha mas num pequeno planeta, que eu e tu e a andorinha fomos criando a pouco e pouco. Mas só te dou essa AMIGA se ambos me fizerem uma promessa solene: Hão-de cuidar sempre muito bem do vosso planeta. Não haverá poluição, nem guerras, nem maldade, nem pessoas egoístas a quererem tudo só para si.”
O Menino concordou logo. Gostava tanto da sua nuvem-planeta, era mesmo o que queria, tê-la sempre impecável e viverem nela em Paz e com Alegria.

No dia seguinte, que era domingo de Páscoa, chegou a Amiga, a Menina. Veio num balão de ar quente todo enfeitado com flores e acompanhada pela Mãe Natureza. Não me perguntem donde vinha, não sei, nem isso faz diferença para a nossa história, estava ali para ser a AMIGA do Menino e tornar alegre aquele pequeno planeta.
Fizeram os dois a promessa solene à Mãe Natureza, na presença de todos os animais, e passou a ser essa a preocupação maior da sua Vida: manter o planeta limpo, arejado, produzir alimentos saudáveis, dar trabalho a todos, ajudarem-se uns aos outros, divertirem-se sem se incomodarem, enfim, serem criativos, responsáveis, alegres e diligentes.
Houve uma grande festa. Cantaram, dançaram, divertiram-se e comeram muitos ovos de chocolate. Tantos, que no fim ainda sobraram para enviar para a Terra e se espalharem por aí, pelos nossos quintais.
Prometam também à Mãe Natureza cuidar bem dela e corram a apanhar os ovos de chocolate (olhem que são de produção biológica). Juntem-nos num grande cesto para que depois os possam dividir igualmente por todos os meninos, para que todos fiquem amigos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A MENINA QUE AMAVA AS FORMIGAS
Como eu tenho saudades daquela pequenita, tinha 3 anos na altura, e chamava-se
Filipa. Andava ainda um bocado desengonçada, balançando o corpo para um e outro lado. Gostava de ir para o quintal. E lá ia ela, arrastando uma almofada por um dos cantos, instalar-se perto de um qualquer formigueiro e olhar para as formigas. Assim passava horas.
“Porquê Filipa? O que têm de especial as formigas?”
E ela, com a sua voz grossa, muito pausada: “Eu amo as formigas.”
Passaram-se mais de 40 anos e nasceu esta história que dedico aos meus netos filhos da Filipa.

A Menina que amava as formigas,
Com elas queria brincar…
Como fazer? Tão pequeninas,
Tinha receio de as esmagar…

Concentrou-se com atenção,
Fechou os olhos,
Encheu-se de imaginação,
Fez força a valer
E começou a encolher:
Os pés, as mãos,
As pernas, os braços,
E também o coração.
As roupas ajustaram-se,
Até as botas minguaram,
E a Menina agora pequenina,
Do tamanho das amigas,
As formigas,
Correu para o formigueiro,
Seguindo pelo carreiro,
Na esperança de encontrar
Uma amiga com quem brincar!

As primeiras a passar
Não lhe ligaram.
Sempre carregadas,
Na sua labuta iam e vinham
Tão atarefadas,
Nem se dignavam olhar…
A Menina que amava as formigas,
Que as queria ter como amigas,
Pensou, sem desanimar,
Alguma há-de vir
Alguma hei-de encontrar…

Então, a sorrir,
Lá no fundo do carreiro,
Bem perto do formigueiro,
Surgiu a Umbelina,
Uma formiga pequenina!
E a Menina…
Aproximou-se sem hesitar
E disse à formiga:
“És tu de certeza, a amiga.
Anda! Vamos brincar!”

E lá foram, de mão dada,
A correr e a saltar,
As duas encantadas,
A aventura a começar…
“Bom dia, amigas,”
Diziam as outras formigas,
“Olhem a Umbelina,
Traz uma menina,
Deixai-as passar,
Toca a trabalhar”.
E lá foram andando,
Até encontrar
Uma grande migalha
Para transportar…
Força Umbelina,
Agarra Menina,
As duas a empurrar
A migalha a rebolar…
A Menina tropeçou,
A bota resvalou,
Ai que vou cair!
De pernas para o ar,
A rir, a rir,
Lá foram a escorregar…
Menina e formiga,
Bota e migalha,
Tudo pelo ar!

Ninguém se magoou.
À entrada do formigueiro
Foram parar!
As formigas-soldados
Não as deixaram entrar.
“Vão dizer à rainha-mãe:
A minha amiga vem por bem,
Só para a visitar”
Pediu a Umbelina
A choramingar….
Depois de conferenciar
Lá as deixaram entrar!

Tantos túneis, galerias,
Salas e salões,
Cozinhas e berçários,
Celeiros e infantários,
Tudo muito arrumado,
Varrido e bem lavado.
As formigas-obreiras
São tão trabalhadeiras,
Põem tudo a brilhar,
Correm, correm, sem parar.

Lá no fundo do formigueiro,
Numa sala especial,
Num trono deitada,
Com o seu manto real,
A rainha coroada
Punha ovos sem parar
Mais de cem, mais de um milhar!
E as pobres das obreiras
Que não são mães verdadeiras,
Com ternura e carinhos,
As larvas alimentavam
E delas cuidavam,
Dando-lhes mimos e beijinhos.

A Umbelina e a Menina
Fizeram uma vénia à rainha.
E sem se desmanchar
Deram dois passos em frente,
Três para trás devagar…
A rainha sorridente,
Sem parar de desovar,
Botou discurso à altura
Com bonita faladura:
“Tu amas as formigas,
Nós te amamos também,
A nossa casa é tua…
Sempre que queiras… vem!”

Saíram dos aposentos reais.
A Menina que amava as formigas
Ama agora muito mais!

Acabou a aventura,
Mais não há para contar.
A Menina…
Concentrou-se com atenção,
Fechou os olhos,
Encheu-se de imaginação,
Fez força a valer
E começou a crescer…



Avóinha Sãozinha

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Anjos da mjnha Igreja


Anjos da Minha Igreja

Na Igreja da minha Terra
Há anjinhos no altar
São tantos os anjinhos
Ai! Quem mos dera contar…

Dois e dois e mais dois
Seis são.
E mais seis uma dúzia
Pois então.
E três quinze e três dezoito,
Dezanove, vinte, vinte e um.
E um e outro e mais algum…

Quando eu era pequenina
Gostava de imaginar:
De noite, pela calada,
Desciam os anjos em revoada
Dos seus lugares no altar!
Havia um mais atrevido,
No Sacrário ia pousar,
O Menino Jesus espreitava
E que contente ficava,
Com os anjos ia brincar!

Um dia, devagarinho,
E sem ninguém o saber,
Levei uma bola p´ra Igreja,
Deixei-a num cantinho
P´ros anjos a poderem ver…


Na noite desse dia,
Na minha cama, enquanto dormia,
Sonhei. Vi os anjos a jogar:
Duas equipas em campo,
O Menino Jesus a rematar!
Um anjo, na baliza, defendia,
Outro com a bola fugia,
Lá vinha um p´ra lha tirar,
Corria outro a driblar…
Eu, entusiasmada, aplaudia!
O Menino um golo metia!
Goooo…lo! Goooo…lo! Que alegria!

Pela manhã, a correr,
Fui à Igreja p´ra ver:
Os anjos lá estavam,
Cada um no seu lugar,
A bola no mesmo canto
Sem dali nunca arredar.

Mas eu sabia,
(O segredo era só meu),
Que os anjos à porfia
Com o Menino Deus
Na Igreja, em Nelas, brincavam
Como se estivessem nos céus!


Nelas, 15 de Agosto de 2010
Festa da Assunção de Nossa Senhora

Avoinha Sãozinha